A tinta ainda não está completamente seca, mas tudo indica tratar-se de um manual indispensável para o tratamento de actos políticos de toda a ordem. Quer se trate de telejornais, da imprensa escrita ou lida em voz alta, "live" ou de conserva, tudo isto ficaria incompleto se se ficasse sómente com essa verdade única.Por isso, e por muitas outras coisas que a sua longa experiência de vida "favoreceu", oferece-nos aqui o poeta Ilídio Fortunato esta valiosa ferramenta para utilizar no dia-a-dia. Aceitai o desafio. Informai-vos. O caminho é fácil se quizerdes saber mais sobre esta obra. Creio não necessitar acrescentar mais.
Deixo-vos aqui uma pequena prova daquilo, que nem só o nosso dignissimo Primeiro Ministro saberá apreciar, se não tiver logo uma dor de estômago - bem merecida.
O Percurso
Numa certa madrugada
um “burro” sai do curral.
Em cima lhe cai a albarda
e em cima desta uma carga,
carga fora do normal
Vários produtos compunham
esta carga especial.
Do lado esquerdo, o volume
era um volume anormal.
A carga se descompôs
com o andar do “animal”.
Ia muita carga à esquerda
cujo peso era ilusão
e com o andar do “burrinho”
e ainda a falta de ração.
Logo a carga da direita
começa a puxar o “burrinho”
sempre nessa direcção
Já três décadas passaram
e ainda hoje o “burrinho”
vira p‘rá esquerda o focinho
pois sabe que é lá que está
a fava, e não o cofinho
E o “burro” lá vai andando
com a tromba rente ao chão,
de quando em vez tropeçando,
sentindo que o estão carregando
com a carga da ilusão
21/11/05